sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Poema: "O Velho do Espelho"




Mário Quintana

Por acaso, surpreendo-me no espelho: quem é esse
Que me olha e é tão mais velho do que eu?
Porém, seu rosto... é cada vez menos estranho...
Meu Deus, meu Deus... Parece
Meu velho pai — que já morreu!
Como pude ficarmos assim?
Nosso olhar — duro — interroga:
“ O que fizeste de mim?”
Eu, Pai?! Tu é que me invadiste,
Lentamente, ruga a ruga... Que importa?! Eu sou,
Ainda,
Aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia —a longa, a inútil guerra! —
Vi sorrir, nesses cansados olhos, um orgulho triste...

3 comentários:

Professora disse...

Olá, professora! Tudo bem? Gostei das questões propostas; eu, em geral, costumo analisar, em aula, o poema "Retrato" de Cecília Meireles que, a meu ver, poderia funcionar como um intertexto para o poema de Quintana. Não sei o que te parece? Talvez, pudéssemos "trocar figuras" e análises de textos. Parabéns pelo blog, quem sabe, um dia, a escola em que leciono alcance este padrão...rsrs! Abraços.

Elaine dos Santos disse...

Olá, professora! Tudo bem? Gostei das questões propostas; eu, em geral, costumo analisar, em aula, o poema "Retrato" de Cecília Meireles que, a meu ver, poderia funcionar como um intertexto para o poema de Quintana. Não sei o que te parece? Talvez, pudéssemos "trocar figuras" e análises de textos. Parabéns pelo blog, quem sabe, um dia, a escola em que leciono alcance este padrão...rsrs! Abraços.

Elizabete Ferreira disse...

Gleucia, parabéns!!!
O seu trabalho é maravilhoso...
Voltarei.
Beijos.